O país dos Brasis

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                O professor Sérgio Danilo Pena conduziu uma pesquisa, baseada nas leis da genética, que evidencia a miscigenação das raças no povo brasileiro. Esta fundamentou-se na amostra de DNA de 247 brasileiros e obteve mérito ao traçar as bases raciais que fundamentam toda a aquarela denominada povo brasileiro.

                A pesquisa corrobora que 97% dos brasileiros provém de um tronco paterno europeu, enquanto o tronco materno divide-se em três partes: européia (39%), ameríndia (33%) e africana (28%).

                Entretanto a constituição de um povo transpassa o horizonte racial e é efetivada mediante uma construção plural. Essa construção social transcorre de diversas maneiras, todavia um fator perpassa em todas essas construções - a luta - esta objetiva ainda mais uma solidificação social cada vez mais plural e díspar.

                Para entender então a consolidação do povo brasileiro é necessário nos remeter-nos a processo de colonização que deu-se início com a chegada de cabral a costa brasileira, para que possamos elucidar os processos ideológicos que serviram de leme para a colonização, e definem até os dias atuais as  bases da sociedade brasileira.

                O antropólogo Darcy Ribeiro cita que “surgimos da
confluência,
 do
 entrechoque
 e
 do
 caldeamento
 do
 invasor
 português
 com
índios
 silvícolas
 e
 campineiros
 e
 com  negros
 africanos”. Contudo essa confluência foi regida pelo invasor português de modo a induzir, desde o início da consolidação do povo brasileiro, uma heterogeneidade racial.

                Essa heterogeneidade proporcionou aos dias atuais uma gritante inter-regionalização de capital. A atual posição ocupada pelo Brasil no ranking econômico diverge largamente quando pautamo-nos na atual situação de renda do país.

                A complexidade da problemática sobre a reflexão da formação do povo brasileiro, em contraponto com a modernidade, talvez deve-se a razão de ser um país de tamanho continental, ou possivelmente pela multiplicidade de formas pelo qual se constituiu o povo brasileiro.

                Assim um fato é conclusório sobre essa reflexão. É utópico tentar capturar de uma só vez a realidade do país, por um gesto ou por uma explicação. Por mais que se tenha como identidade o povo brasileiro é concebível que vivemos em um país de vários Brasis.



Palavras Aleatórias

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Participação Política: Indispensável ou superável?

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No que tange a participação da sociedade na politica, a atual conjectura do cenário político brasileiro não favorece para que haja um preceito positivo para tal atitude. O imaginário, e não sintético ideal proposto por Platão de que a política legítima e justa era alcançada mediante a virtuosidade dos governantes, contrasta fortemente com postura pela qual grande parte dos governos tem aderido no país.

Faz-se necessário então a existência de uma reflexão sobre a participação política como sendo indispensável ou superada. Uma vez que atitudes tomadas por uma certa porcentagem de governantes tem construído um aspecto negativo que têm causado recorrentemente o abandono da legítima participação da sociedade na construção de uma política que pauta-se em interesses visando o bem social.

É visível ao redor do mundo, a evocação de lutas da sociedade que tenham por objetivo construir governos mais democráticos e transparentes para seus países. O manifesto Occupy all street e a Primavera Árabe podem ser citados a nível de exemplo, e constituem uma base provatória de que a união social em prol de um objetivo comum que tenha como finalidade uma reivindicação ao governo, tem influência para operar grandes mudanças na estruturação governamental.

Desde o momento em que o ser humano se constitui com um ser social, este passa a ser também um ser opinante, capaz de formular ideologias para realizar a estruturação de algo discutível. Este algo discutível constitui-se na política, entretanto as pessoas tem substituído sua participação opinativa em favor de discursões não-políticas voláteis, e que não influenciarão a solidificação de um governo que possua efetividade democrática e transparência.

Tal processo de “coisificação” da política efetiva cada vez mais a idéia de que é dispensável lutar por um senso comum que objetiva a melhora das condições sociais. Criando uma falsa apologia de que essa união social é inviável, e mesmo que fosse sucedida não conseguiria obter mudanças reais nos governos.

Esse recorrente pensamento solidifica cada vez mais um sociedade instável, desigual e acomodada. Possuinte de um governo egocêntrico e opaco. Esquecendo-se de lutas passadas que garantiram, a custo de muito sangue, benefícios e direitos, dos quais a sociedade atual insiste conscientemente em ignorá-los.

A Geopolítica do Oriente Médio

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Atualmente veículos da mídia tradicional têm acalorado a temática da geopolítica árabe em seus debates. Todavia essa discursão tem se passado de modo muito superficial e que por vezes transparecem um visão dirigida aos interesse estadunidenses. Tem-se conhecimento de que fazia parte da pauta de interesses geopolíticos e econômicos dos EUA a permanência dos governos ditadorias nos países árabes, umas vez que estes ditadores firmavam acordos governamentais que visassem a comercialização do petróleo, que é um recurso abundante na região.

É necessário primeiro que possamos nos remeter aos processos de mudanças que tiveram início no final do ano de 2010 na Tunísia. Estes processos referem-se à falência de um sistema político-econômico que predominou no oriente médio durante décadas. O que haveria de acontecer mais tarde era um "efeito dominó" que perduraria até os dias atuais com a luta na síria. Todo essa revolução culminaria na conhecida "primavera árabe" , que tem por propósito estabelecer um governo democrático em detrimento da antiga ditadura.

A culminância dos protestos na Tunísia ocorreu quando o jovem Mohamed Bouazizi ateou fogo ao próprio corpo em símbolo de protesto. Ele era formado em engenharia, porém devido ao governo ditadorial em que seu país se encontrava, instaurou-se uma grave crise de desemprego. Ele estava incluído na estatística dos mais de 60% de jovens que estavam desempregados. Para que garantisse a própria subsistência, foi necessário que tornasse um vendedor de frutas. Inconformado coma situação em que se encontrava protestou se autoflagelando com fogo. Devido a gravidade das suas queimaduras ele veio a falecer 18 dias após o manifesto.

Em outubro de 2011 o Parlamento Europeu distinguiu cinco personalidades ligadas à Primavera Árabe, entre as quais Bouazizi, com o Prémio Sakharov. O coordenador do Comitê de Solidariedade ao Povo Sírio, Mohamad El Kadri, declara que a primavera árabe alcançou toda essa significância revolucionária, devido ao despontamento de uma juventude em todos os países participantes da primavera árabe, que tem como objetivo comum lutar em prol da libertação ditadorial de seu país e a instauração de um governo democrático.

O povo sírio até a presente data, busca eliminar o poderio do ditador Bashar al-Assad. Kadri também afirmou que “o povo sírio fez uma escolha: quer liberdade, justiça e democracia, vai lutar contra Assad, e espero que seja breve.” Esta citação resume as intenções das forças de oposição à Bashar al-Assad, esses eventos tratam-se de processos históricos que culminaram no cenário de guerra vivido nesse país. Os anos de exploração das duas gerações da família Assad, pai e filho, desaguaram na indignação de um povo.

O pensamento unitário de liberdade e democracia dos povos do oriente médio, proporcionaram a estes a formulação de uma nova era para seus países. O ideal democrático e a união à um objetivo comum motivaram a busca por um país cada vez mais liberal no que tange o tipo de governo. Torna-se visível que a junção de um povo visionário, que consegue visualizar horizontes melhores para seu país, torna-se a mais poderosa arma civil, que tende a pautar-se em interesses sociais de uma grande maioria, em detrimento dos objetivos de uma minoria egocêntrica e ocidental.

Faça já sua revolução

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Os relacionamentos foram durante toda a história da humanidade uma hábil ferramenta para que o homem pudesse realizar seus constructos. Eles também são o meio pelo qual o indivíduo se insere em uma determinada sociedade, com valores e crenças definidas. Esses valores irão lhe servir de base para que ele realize sua própria formulação opinativa. Logo se você convive em uma determinada sociedade, sua lógica de opinião será diferenciada de outro indivíduo que vivencia outro contexto social.

Entretanto ao longo dos anos a morfologia do relacionamento tem se alterado. No mundo contemporâneo a rede de internet proporcionou uma nova forma de relacionamento. Com o advento de um mundo todo conectado os relacionados poderiam agora ocorrer a longas distâncias.

Quanto mais distante está o indivíduo da sociedade que o circunda, mais distintas são as ideologias e opiniões dele, visto que ele está inserido em um contexto social díspar. É inegável que ao se relacionar você efetue a troca de opinião, e essa troca opinativa ira efetuar a gênese a uma nova opinião.

É nesse contexto de uma incessante criação e unificação de idéias que surge o Ciberativismo. É um termo que tem origem na década de 90, aliado ao surgimento da internet, e que é definido como uma forma de ativismo realizado através de meios eletrônicos, como a informática e a internet. Visto de uma ótica simplista se resume em um “Protesto no conforto do sofá da sala”.

Por mais que a conceituação do movimento possa aparentar possuir uma logística simples, este pode alcançar um patamar de poderio muito grande. Exemplos da força do Ciberativismo podem ser visualizados em movimentos como “occupy wall street” , manifestação contra o poder excessivo dos bancos e das grandes corporações. A deposição de ditadores no oriente médio, que ficou conhecida como “Primavera Árabe”, também possuiu um caráter Ciberativista.

A constante construção de ideologias aliado a rápida divulgação das mesmas, criou um ambiente propício para que manifestações unitárias conseguissem alcançar um patamar continental. O ciberativismo é, acima de tudo, uma alternativa aos meios de comunicação de massa tradicionais, permitindo-lhes "driblar" o monopólio da opinião publica por estes meios, ter mais liberdade e causar mais impacto. Por fim, empunhe seu notebook, conecte-se a internet e faça sua revolução.

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